Sexta-feira, Novembro 20

mundo dos sonhos



Os cartazes com as minhas ilustrações para a peça O Mundo dos Sonhos, já andam por ai na cidade de Lisboa e nos comboios da linha de Sintra. Entretanto devem andar por mais sítios, em mupis e companhia.

Andei a matar a minha cabeça para saber o que podia oferecer a quem me tirasse boas fotos de um destes suportes com uma máquina reflex, mas como estou em bancarrota oferecer uns prints desta ou de outra ilustração minha está um pouco ou fora de causa ou terá de ser mais à frente no tempo.

Por isso se calhar ofereço antes outra coisa, quem me arranjar boas fotos d'O Mundo dos Sonhos, pode enviar-me uma foto dele/dela (ou de quem quiser) e eu faço uma ilustração/retrato neste ou noutro estilo que gostem, dos que já me viram fazer... que tal?

Entretanto como nunca mais me arranjaram as peças finais não sabia mas a peça já está em cena desde 12 de Outubro e fica em cena até 31 de Janeiro de 2010.

Podem ver mais coisas no site do Teatro Tivoli ou no site da produtora que até tem um booklet sobre a peça ;)

http://www.teatro-tivoli.com
http://www.plano6.pt

Quinta-feira, Novembro 19

foxtab



De vez em quando dá-me para procurar uns extras do Firefox, visto que há sempre aquela funcionalidade que nos dava jeito ter mas que o browser em si nada ganha em ter de origem...

Uma das coisas (a única provavelmente) que adoro no Safari novo é a parede em 3D com os tabs todos. Ora através do FoxTab podemos ter o mesmo efeito no Firefox, além de outros efeitos como carrossel, índices, etc... além de se poder configurar cores de fundo e até imagens.

Só é pena que as miniaturas das páginas fiquem um pouco desfocadas mas de certeza que isso vai ser melhorado nas próximas actualizações.

Outro dos extras novos que apanhei foi o Read It Later, que é excelente para mim, porque em vez de criar dezenas de favoritos, só para ler ou ver a página uma vez mais tarde, podemos usar este extra que cria uma lista por ordem de antiguidade dos artigos que marcamos para podermos ler quando tivermos tempo.

E pelos vistos sincroniza-se entre vários computadores e até no telemóvel, para que possamos ver a página onde mais nos convier. Excelente para marcar favoritos no trabalho e vê-los em casa com atenção.

FoxTab
Read It Later

Segunda-feira, Novembro 16

entrevista make on buzz



Tive o prazer de ser entrevistado pela Rita Amaro do site de design, marketing e publicidade, Make On Buzz.

Estão lá as minhas opiniões sobre o mercado criativo português, o freelance VS trabalho por conta de outrem, redes sociais e sobre mim e a minha carreira. Quem me quiser conhecer um bocado melhor provavelmente não encontrará melhor substituo ao contacto pessoal e conversa directa ;)

Além disso no seguimento da entrevista estabeleceu-se uma parceria entre a Associação Ophiusa e o Make On Buzz.

Podem ler em:
http://www.makeonbuzz.com

Domingo, Novembro 15

mais um final



Sabemos que temos uma companheira para a vida, quando em vez de nos querer vender a consola e os jogos, faz o inverso e compra uma PS3 porque sabe que vai fazer um viciadito feliz (LOL). Graças a minha Si, posso babar-me por certos jogos que doutra forma só poderia "sonhar" com eles.

Um desses jogos é o Final Fantasy XIII, cuja data de lançamento foi anunciada sexta (9 de Março de 2010) e calha mesmo a seguir ao meu aniversário, por isso vai ser impossível não ter dinheiro para o comprar =X

A minha única mágoa é impingirem-me uma música da Leona Lewis em vez da original japonesa, mas ou é isso ou é perceber 5% dos diálogos do jogo na versão original...

PS: Há mais e melhores razões para saber o que afirmei!
Qu'é para não haver ideias, sim?! LOL

Quarta-feira, Novembro 11

BRK



BRK é uma banda desenhada de Filipe Pina e Filipe Andrade, que vinha a ser publicada há uns tempos no BD Jornal (também saiu uma prancha no jornal Mundo Universitário o ano passado) e conta agora com uma edição de 67 páginas da ASA.

Ao contrário da maioria da BD editada em Portugal, que tem a génese no estilo francês ou num estilo alternativo/estrambólico, esta história segue uma abordagem ao estilo dos comics americanos.

Aliás, nota-se no desenho muita influência de um dos autores americanos que mais aprecio, o Humberto Ramos (Crimson, Out There e Revelations) o que não significa neste caso falta de originalidade, tendo em conta que conheço a obra dele o suficiente para estar certo que não houve nenhuma adaptação do desenho dele.



De resto a nível de arte existe uma grande variedade de cenas dinâmicas nas pranchas, com óptimas e fidedignas aparições de locais como a Av. dos Aliados no Porto, a Praça Luís de Camões e Alfama em Lisboa e o Cristo Rei, um liceu e várias ruas de Almada.

É esta a maior originalidade desta história, ser passada num Portugal dos nossos dias com a narração da história de David, um rapaz com tendências hedonistas de 17 anos, que se junta a uma organização denominada "Estalo" que quer mudar a sociedade de formas inconvencionais. Ao longo da história essa inconvencionalidade levanta dúvidas de inspiração terrorista, até que há um twist genial, que vou manter em segredo, senão estragava a história.

De uma forma sucinta, se gostam de comics e querem que se façam mais coisas deste nível por cá podem e devem comprar esta edição. Sobre o preço penso que ronda os 15€ (infelizmente não estive em casa para avisar porque na BD Amadora estava a 12€), o normal para TPB's no nosso mercado.

Espero que venha ai mais um volume porque quero mesmo saber como é que a história vai continuar :D

Artigo dedicado ao livro no Fórum Central Comics criado pelos autores
http://www.centralcomics.com/forum/index.php?topic=80.0

Site Oficial
http://www.break-comic.com

Domingo, Novembro 8

buraka no sistema



Tenho que admitir que criar seja o que for para Natal, Páscoa e restantes festas não é das coisas mais fáceis, principalmente se quisermos ser originais...

A Popota já tem pelos menos 3 anos em cima (corrijam-me se estou enganado), não é novidade nenhuma mas quando teve a sua primeira campanha era uma proposta interessante, uma boa personagem infantil longe de alguns clichés natalícios que seriam óbvios.

O ano passado quem quer que tenha tido a palavra final e a responsabilidade de pôr a Popota num dueto com o Tony Carreira, já se tinha esquecido que o objectivo de uma campanha de Natal é suposto ser vender brinquedos e por isso destina-se às crianças, mais ou menos jovens. OK, sempre venderam alguns CD's às mães e podemos argumentar que quem compra presentes são elas (cliché sexista típico) e que por isso elas também são o target de uma campanha de Natal.

Mas o que é que esta Popota está exactamente a vender este ano? O estilo de vida dread/kuduro, com as respectivas gajas a abanar a peida para a câmara como nos videoclips?

É que a mim parece-me que impingir às crianças música que está na moda, ou os clichés sexistas que fazem parte de certos lifestyles, não é propriamente a melhor escolha pedagógica... admito que não sou fã desta "cena musical" mas acho que era o mesmo que pôr a Popota a cantar Sex Pistols ou vestida de preto a mandar uns guturais à Death Metal. Há coisas que não são para crianças...

Sobre o anúncio em si, e principalmente pelos 9 meses de trabalho técnico só posso dizer que está 5 estrelas e sendo honesto se o target for de adolescência para cima é um anúncio engraçado, de facto até nem está nada mau.

No entanto acho que a única coisa que isto vende, é albums dos Buraka Som Sistema, sobre os quais perco todo o meu respeito tal é a falta de prurido artístico em deixar que peguem numa música deles e alterem a letra para fazer um anúncio de natal. Não entendam mal, o problema não é vender a música para um anúncio. Para mim é normal e não considero selling-out como outros, outra coisa é pegarem numa criação tua e porem "po-po-po-po-pota" e mudarem a letra para tentar vender brinquedos.

Mas há pessoal que só quer é verdinhas, não é por acaso que nunca gostei deste estilo de música (estou a falar de derivados e não do kuduro que respeito e até acho piada)...

PS: Os fãs podem flamar à vontade ;)

Segunda-feira, Novembro 2

tofu chair



Para quem não percebe muito de design industrial esta cadeira que ganhou um Red Dot Award, poderá até parecer feia, mas esta é um dos mais belos assentos que já vi.

Através de uma colocação cuidadosa de triângulos, com dimensões maiores nas zonas que se queria que distendessem, esta designer japonesa conseguiu que este paralelepípedo se transforme com o peso do corpo num confortável sofá! Simplesmente genial!

Fonte > Core77

Sábado, Outubro 31

ajudas de custo



"A.C. converte um posto de trabalho que deveria ser remunerado com pelos menos o elevadissísimo Salário Mínimo nacional, num estágio sem direitos. A.C. tem milhares de empresas adeptas por todo o país, pelo que pode estar seguro que não terá denúncias nem da sua concorrência, nem feitas nos media que também utilizam A.C. a seu bel prazer. A.C. presta serviços e dá vantagens a todas as empresas, independentemente do número de empregados e da percentagem de lucros prevista no final do ano.

A vantagem do A.C. começa em si, Sr. Empresário

  • A.C. garante que o seu trabalhador fica calado ao seu canto a produzir o mesmo que qualquer trabalhador legal.
  • A.C. permite-lhe fugir às contribuições para a Segurança Social e ao pagamento dos impostos a que seria obrigado.
  • A.C. garante que o estagiário não se queixa porque além de lhe estar a fazer um favor, ainda lhe garante a subsistência.

Contacte
Milhares de Jovens Recém-Licenciados no desemprego

Num dos muitos sites de emprego portugueses que ainda não se recusam a colocar anúncios de emprego ilegais."


Ainda há poucos anos, era comum as empresas pagarem o subsídio de refeição em Ticket's Restaurant, aceites na maioria dos restaurantes, snack-bar's, tascas e cafés de esquina. Era uma forma de garantir que o trabalhador gastava o subsídio em alimentação e até se faziam campanhas para lembrar que um trabalhador bem alimentado tinha maior motivação e capacidade produtiva.

O subsídio de refeição era por isso considerado além de um "benefício social" uma mais valia para a produtividade das empresas.

Actualmente são centenas as empresas que consideram que um subsídio de refeição e as despesas de transporte (pagos debaixo da mesa ou a falsos recibos verdes) são remuneração justa e suficiente para jovens altamente qualificados, que têm maior capacidade produtiva que gerações anteriores, munidos de capacidade criativa e de iniciativa. Aquilo que para os nossos pais eram um extra, para esta geração é um "favor que nos fazem", para não termos ainda de pagar para trabalhar...




PS: Se quiserem um PDF para imprimir e colar onde quiserem é só pedir ;)

animais proibidos



Excelente infografia do Mário Cameira sobre os animais interditos a comercialização e propriedade privada segundo a nova lei.

Vejam maior em:
http://infografando.blogspot.com/2009/10/animais-proibidos.html

Terça-feira, Outubro 27

o coto invisível

Adam Smith, um dos pais da "economia política" ou de uma forma mais simples, do capitalismo, defendia que não era o altruísmo que lhe punha o jantar na mesa, mas sim o interesse egoísta de auto-favorecimento do agricultor, do padeiro, do cervejeiro, da cozinheira e por ai adiante, que resultava no seu manjar burguês.

Era esta vontade de auto-favorecimento que dizia ele, constituía uma "mão invisível" que resultava na melhoria das condições de vida e na prosperidade da sociedade!

Passadas algumas centenas de anos de aplicação do capitalismo, em muito com base nesta noção ingénua (ou intencionalmente maquiavélica?) e que geração após geração resultaram numa real melhoria das condições de uma parte tendencialmente mais abrangente da sociedade (embora possamos discutir que a globalização transformou a desigualdade nacional em desigualdade entre países e na prática nada mudou), chegamos a um ponto em que há uma geração em que a qualidade de vida e os direitos se prevêem diminuídos em relação à anterior, quebrando o ciclo mítico do progresso.

Podemos especular que a real causa deste cair da máscara do capitalismo neo-liberal se deve à queda do comunismo na União Soviética e na China, afinal já não existe um sistema inimigo capaz de o derrotar, para que convenha maquilhar a verdadeira cara da economia política.

A determinada altura, a benévola mão invisível foi amputada pela ganância e pelas enormes falhas de base de que a economia política sempre padeceu (a diferença ilógica entre valor real e valor especulativo e a noção feudalista da propriedade inquestionável e hereditária).

É que para infortúnio da grande maioria dos membros da sociedade, um coto invisível não é muito eficaz a agarrar na riqueza para a distribuir!